Barradas Advogados: Passo a passo do procedimento de inventário.

Depois de ocorrido o óbito, os familiares começam as tratativas para partilha dos bens deixado pelo falecido. A ação destinada a fazer a divisão do patrimônio é o Inventário. Uma das formas de reduzir o tempo e agilizar o procedimento para adquirir o inventário é pela via administrativa, ou seja, pelo denominando inventário extrajudicial. Essa modalidade não dispensa intervenção do advogado. Nela a escritura não ser adotada no caso de haver testamento, herdeiros incapazes ou desacordo entre as partes na partilha.
Dr. Maurício Barradas, sócio proprietário do escritório Barradas Advogados, explica que o processo de abertura do inventário extrajudicial pode ser realizado no prazo de 60 dias subsequentes o início do processo, ou seja, dois meses depois do óbito. O advogado, explica que se o inventário não for aberto depois do falecimento, os bens ficam bloqueados e os herdeiros, em geral o cônjuge ou filhos, ficam impedidos de gerenciá-los ou vendê-los.
Dr.Maurício salienta que o inventário extrajudicial pode ser feito em qualquer cartório de notas, independentemente do domicílio das partes, do local de situação dos bens ou do local do óbito do falecido.
Para começar o processo de solicitação para abertura as partes deverão ser maiores de 18 anos; estar de acordo umas com as outras com relação a sucessão e/ou partilha dos bens do de cujus e o procedimento deverá ser acompanhado por advogado habilitado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). “Obedecidos os requisitos, o inventário extrajudicial poderá ser instaurado e procedido pela formalização através de escritura pública”, explica.
Segundo o especialista em síntese, o Inventário Extrajudicial mostra-se como meio de melhor utilidade, visto que é mais rápido, possui menor número de despesas e evita que o patrimônio familiar fique congelado até a sua divisão.