Barradas Advogados: Saiba como fazer um inventário extrajudicial.

Quem já perdeu alguém próximo sabe o quanto demora o processo de sucessão dos bens. Desde 2007, a possibilidade de inventário extrajudicial, feito direto em cartório, mudou essa situação. O inventário é o processo que sucede a morte, no qual se apura a partilha dos bens, assim como os direitos e as dívidas do falecido para chegar à herança líquida, que é o que será partilhado ou transmitido aos herdeiros.
Dr. Maurício Barradas, sócio proprietário do escritório Barradas Advogados, explica que esse processo pode ocorrer de duas formas: extrajudicialmente ou judicialmente. Segundo o advogado, no primeiro caso, o inventário é realizado em cartório, por escritura pública, e é muito mais rápido, podendo ser entre dois e três meses.
De acordo com Dr. Maurício, por ser mais rápido e menos custoso, o inventário extrajudicial é o procedimento mais recomendável quando não há impedimentos. “Orientamos as famílias a buscar o inventário extrajudicial porque ele é menos oneroso e desgastante. Isso se existe consenso na divisão dos bens e se não existir herdeiros menores de idade”, explica Barradas.
Segundo o advogado e sócio do escritório Barradas, Dr. Paulo, os primeiros passos do inventário são a escolha de um Cartório de Notas onde será realizado todo o procedimento e a contratação de um advogado, que é obrigatória e pode ser comum ou individual para cada herdeiro ou interessado.
Dr. Paulo destaca que a família deve nomear um inventariante, que será a pessoa que administrará os bens do espólio (conjunto de bens deixados pelo falecido). Ele ficará responsável por encabeçar todo o processo e pagar eventuais dívidas. “Feito esse processo de informação dos bens que foram deixados pelo falecido, a família precisa pagar uma taxa de imposto que pode chegar até 8% do valor do bem”, afirma Paulo.
Depois desse processo, o advogado envia a minuta à Procuradoria Estadual, que vai avaliar e autorizar a realização da escritura do inventário. De acordo com Dr. Paulo, esse processo dura até 15 dias. Após autorização da Procuradoria e a entrega de toda a documentação, é agendada no cartório uma data para lavratura da leitura do inventário. Nesse dia já é feita a partilha pelo tabelião, que já encerra o processo sem necessidade de homologação judicial. “Com essa certidão feita no cartório a família já pode passar todos os bens para o nome dos herdeiros.
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